O FANTÁSTICO MERCADO DOS CHOCOLATES

Por: Thais Finotto Visani

Conheça os números que deixariam Willy Wonka com água na boca para investir no Brasil.

Não é só com a ajuda do Coelhinho da Páscoa que sobrevive o mercado de chocolates no Brasil. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), nosso país é o segundo produtor mundial de ovos de Páscoa, perdendo somente para a Inglaterra, e o terceiro maior produtor de chocolates, atrás dos EUA e Alemanha. Isso representava 267,9 mil toneladas produzidas só em 2013, um aumento significativo do resultado de 732 mil toneladas em 2012.

Outro resultado que cresceu nos últimos tempos foi a participação do nicho de chocolates premium, que em 2012 era somente 1% do mercado brasileiro, ou modestas 30 mil toneladas por ano de um total de 473 mil toneladas. Já em 2014 esse número foi para um total de 6% de tabletes comuns e recheados, bombons, barras, trufas, ovos de Páscoa e outras especialidades vendidas.

O consumo per capita de chocolates no Brasil também aumentou consideravelmente. Na década de 1970 cada pessoa comia em média 300 g, mas em 2015 devoramos cerca de 2,5 Kg por habitante, para o terror ou felicidade das academias. Na Europa esse número representa 7,5 kg per capita. Esses números podem ser explicados pelo aumento de renda da população, que também influencia em hábitos de consumo uma vez que a pessoa pode ser mais exigente e optar por qualidade e diversificação maiores nos produtos.

Iguarias como as deliciosas trufas, por exemplo, encontraram seus consumidores nos jovens com até 24 anos da classe AB da região Sudeste, enquanto os bombons avulsos são a preferência das mulheres jovens da população AB. Os confeitos, como Confetti e M&M’s são muito populares na classe C com até 34 anos, principalmente do Sudeste e Nordeste, enquanto as clássicas caixas de bombons sortidos se destacam nas classes D e E. isso pode ser explicado também pelo local da compra, uma vez que 76% dos consumidores adquirem os produtos principalmente em supermercados ou hipermercados e apenas 10% vão a bombonieres, mercearias e lojas especializadas em doces.

Geograficamente, a cidade de Salvador (BA) lidera o consumo nacional com 75% da fatia do mercado, seguido pelas capitais São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE) com 72%.

Segundo uma pesquisa de mercado realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), 50% dos brasileiros consomem chocolate pelo menos uma vez a cada três meses, 25% consomem toda semana e 25% opta por não degustar essa maravilha. Por fim, 42% das pessoas compram quando a vontade aparece, geralmente após o almoço ou durante a tarde e 35% dos entrevistados pelo IBOPE concordam com o Tim Maia, só querem chocolate e não trocam por nenhum outro doce na hora que a vontade aparece.