Um dia na vida de um Editor-Chefe.

Ser um gato maravilhoso e idolatrado já é difícil, mas ser o Editor-Chefe do PQPCast é um desafio à parte. Aqui você tem a honra de conhecer um dia na minha atribulada rotina. Muito prazer, Nino.

A vida não é fácil. Dia após dia somos acordados em horários que não queremos por causa dos outros. Comemos quase sem vontade pela manhã, esperando a próxima soneca. Vamos de um lugar para o outro, meio que sem sentido, até aquele momento que tudo fica mais vibrante e agitado. Então a rotina de comer, dormir e tomar um banho de vez em quando continua por algumas horas, com intervalos para brincar com bolinhas e ratinhos de pelúcia (principalmente os brinquedos que são da minha arqui-rival, Mitzi).

Quando ninguém está olhando é hora de trabalhar. Quando os humanos saem de casa, os gatos fazem a festa. Tolos aqueles que acham que a tecnologia dos computadores não é dominada pelos felinos. Nós praticamente inventamos isso e dizemos quando está na hora de trocar o equipamento também (uma dica: sempre verifique a quantidade de pelos no seu teclado, cooler e etc, eles podem ser indicativos, assim como microfones mastigados). Meus humanos do PQPCast não percebem, mas eu sempre altero as pautas e direciono as perguntas... uma patinha aqui, uma torcida de bigode lá, uma abanada de rabo acolá e pronto.

Nos dias de gravação eu fico por perto, supervisionando o andamento de tudo. Não há muito respeito pelos meus rígidos horários de sono e refeição, principalmente por causa de longas conversas antes e depois das gravações, mas não me abalo, ainda mais porque sempre há palavras de carinho, agrados e algumas vezes até consigo uma lambida de comida de humanos.

Carinhosamente sou chamado de “mascote” ou “Garfield” (meu nome era até para ser “Hobbes” ou “Calvin”, mas minha humana teve poucos votos), mas mal sabem a Thata, o Julião e o Mau que sou eu quem coloca ordem nesta bagunça. Sempre que a conversa se estende eu mio, quando a pauta foge eu mordo algum objeto importante por perto ou carrego ele pelo quarto, e eles que NEM tentem fazer uma gravação ruim, porque todo gato é ninja e sabe viajar o mundo para usar a Ira do Felino em suas vitimas.

Mas, enfim, a noite cai no Brasil, o dia começa no Japão e todos seguem seus rumos, com um trabalho feito e eu posso voltar a descansar tranquilo, com a consciência de que esses humanos não sobreviveriam sem a minha inteligência e sagacidade superior.