Soneto do Ermitão I

Na solidão das tardes normais
Sente falta dos momentos especiais
A tempestade foi e só restou a brisa mansa
Com ela apenas a mais trêmula lembrança

Nem de longe foi como a mente senil sugere
Dos bons tempos apenas um fino um fio de memória
A perda dos fatos é como uma arma que fere
Momentos ruins gravados como em ardósia

Com as rochas constrói nova morada
Abrigado tenta estar da sensibilidade
Vive em um mundo no alto da escarpa
Inalcançável em sua vulnerabilidade

Perdido em abandono buscado e concedido
Nas distrações ainda encontra falso consolo vívido

"(About a box of Iron with a broken glass inside)"