Ello, a rede social sem a minha tia.

     Ello é uma rede social ‘hipster’. Cresceu de forma acentuada por causa da onda causada pela comunidade GLBT que foi obrigada pelo Facebook a usar seus nomes reais. A pegada dessa rede social é a de ser ad-free e não vender os dados dos usuários para empresas.
    Ello é o novo Facebook? Não, mas é importante perceber que a gente precisa de uma alternativa para o Facebook dado a forma agressiva que essa rede social nos entuxa com propaganda e nos trata como mercadoria.
    Ai vc me diz, 'Mas cara, já teve um monte de rede social, não eh de agora. E mais, o Facebook também se dizia de graça e não vendia os dados do usuário no começo.' Pode ser, mas primeiro que o modelo de negócio do Facebook é basicamente o mesmo desde o começo e ele só não vendia nossos dados pq ninguém queria comprar. O Ello desde o começo aborda outra estratégia. 
    A estratégia do ello é similar à jogos eletrônicos freemium, aqueles jogos que te dão os elementos básicos de graça mas se vc quiser mais terá de pagar. Por exemplo, se o usuário quiser acessar múltiplas contas com apenas um login isso faria parte de uma conta premium.  O jogo Clash of Clans chegou a faturar quase $1 bilhão em 2013 com esse sistema. 

     É interessante lembrar que o próprio fb tem opções de produtos, mas que representa apenas uma pequena parte dos seus $7 bilhões na receita de 2013.           

     Outro aspecto maroto do ello é a modernidade que ele se inspira. Seu modelo freemium, nossa aversão à propagandas e até mesmo o suporte  à gifs são aspectos da época em que ello se insere, e isso mostra que os designers dessa rede social estão ligados no mesmo mundo que nós mortais.  

Três lições que o Ello nos ensina 

1. Pense pequeno:
    O Ello foi usado entre amigos por mais ou menos um ano até ser aberto ao público. Então se vc também esta fazendo seu podcast  comece e pense pequeno. Até mesmo o Facebook começou como uma rede social para uma única faculdade. 

2. Sucesso não ocorre da noite pro dia.
    A gente ainda não sabe se o ello vai se dar bem nessa história toda. O máximo que a gente pode fazer é comparar com outras redes sociais, como Facebook e Twitter. Essas duas redes demoraram  anos para terem lucro pela primeira vez, a galera do ello ta sabendo disso e diz que vai ser paciente. 
    O pessoal do 'Matando Robôs Gigantes’ já disse que o podcast deles só teve retorno depois do terceiro ano. Então se vc já esta seguindo a primeira dica, na hora de pensar no seu podcast planeje e espere retorno só pro ano que vem (ou depois… ou ainda depois). 

3. Sucesso não é o que os outros te falam o que é!
    Acho que essa dica é a mais importante. A maior (e talvez única) crítica ao ello e seu modelo é a de que assim ele nunca será um real adversário do Facebook. 
     Ele precisa mesmo ser um adversário do Facebook? Podemos comparar websites como Vimeo e Twitch que são plataformas de vídeo mas não representam nenhum risco ao Youtube, por exemplo. E eles nem precisam,  são companhias extremamente populares e efetivas nos meios em que estão (isso a Amazon sabe, a empresa disse que pagaria quase $1bilhão pelo Twitch). Uma medida mais direta do sucesso do ello pode ser feita comparando seu número de acessos que já ultrapassou ao Fotolog (lembra dele?). Se isso não é medida de sucesso eu não sei mais o que é. 

Então, eu te convido pra deixar a minha tia pra trás no Facebook e vir me dizer ello ello.co/pqpcast.